quarta-feira, 6 de março de 2013

Gazeta do Povo - Capa do Caderno G - Uma década de ruído (por Cristiano Castilho)


"Banda curitibana que desafia ouvidos acomodados, ruído/mm completa dez anos de estrada com uma série de shows que revive seus três discos

Antes dos shows do ruído/mm, é comum que os desavisados se surpreendam com a quantidade de pedais e com a qualidade dos instrumentos que a banda utiliza. Durante as apresentações, gritos tribais e movimentos descontrolados do corpo podem surgir também, sem avisar, tanto por parte do grupo quanto do público. E, depois de tudo, o sinal de que a apresentação do quinteto curitibano foi algo entre uma viagem espacial e uma catarse terrena, pode ser verificado na réstia de barulho que persiste e teima em vencer o silêncio. “Acabamos de ensaiar e o ouvido está zzxxxxxZZxVtrrrrbbbzzzzzzzzzzzzzzxxxssss”, disse André Ramiro, guitarrista do grupo que está comemorando dez anos de estrada com uma trinca de shows “temáticos” em Curitiba. O próximo será neste sábado, no 92 Graus, e irá contemplar o repertório do disco série cinza, o primeiro do grupo, lançado em 2004.

Não seria exagero dizer que o som do ruído/mm é muito curitibano, já que mescla silêncio e barulho, afago e porrada, introspecção e loucura. São características do subgênero post-rock, que acompanha a banda desde sempre, e que surgiu meio sem querer. “Os primeiros shows eram desorganizados e barulhentos, mas tinham toda uma energia envolvida, muito verdadeira. Eles faziam experimentalismo sem querer. Há quem diga que faziam post-­rock sem que tivessem ouvido uma banda de post-rock até então”, conta Ramiro, que entrou para o ruído em 2004, depois de acompanhar alguns shows da banda e “ficar fã dos caras”, que na época eram John XXIII, Pill, Felipe Luiz e Dudu.

Exterminador do Futuro

No início da década passada, havia um palco no Shopping Estação, quase em frente à praça de alimentação. Foi ali, depois da pré-estreia do filme Exterminador do Futuro 3, que a banda se apresentou pela primeira vez. Para susto de muita gente. “Alguns pararam pra ver, mas acho que a maioria do povo saiu correndo”, atesta o guitarrista Pill, único membro-fundador ainda em atividade no ruído. Na mesma noite, um jornalista disse à banda que o som era parecido com o que fazem os nova-iorquinos do Helmet – cuja sonoridade pode ser definida como post-hardcore. Alguns dias depois, o grupo tocou no antigo Bar do Salim, junto com a extinta Lonely Nerds’ Songbox. E tudo começou pra valer, apesar de a sonoridade do ruído exigir um punhado de dedicação e atenção.

“Somos como trilhas sonoras, basta se deixar levar”, compara Ramiro. “Desde o começo, nos saudavam por inventar tudo aquilo na hora. Quando explicávamos que não tinha nada de improviso e aquilo tudo era ensaiado, aí sim confirmavam que éramos todos loucos mesmo”, conta Pill.

Depois de dez anos de palco e principalmente após o lançamento de introdução à cortina do sótão (2011), cujo show ocorreu no último dia 1,°, da aproximação com o selo Sinewave, e da gravação da Popload Session em 2012 (recriaram de forma magistral a música “Índios”, da Legião Urbana), o ruído/mm se tornou reconhecido e respeitado. É com esse repertório que André Ramiro não titubeia ao comentar sobre a cena curitibana. “Nada mudou. Temos várias bandas boas e promissoras, alguns bares que ajudam e outros que atrapalham, algumas pessoas que gostam das bandas de verdade e outras que só fazem tipo. A cidade ainda tem jeito de interior e nós estamos mais velhos.”

Para Pill, os blogueiros independentes, o público – “curioso, aberto, atento” –, os pequenos produtores de festivais, shows, programas de rádio, desenhistas, roteiristas e “sonhadores de plantão” dão uma mãozinha e motivam as bandas a seguir em frente.

Mas, se olhar para o passado é ter a certeza de que pouca coisa mudou, para o futuro a banda já tem uma previsão do que pretende fazer, levando-se em conta suas composições complexas e a vida, que pode ir do barulho ao silêncio em uma pisada de pedal. “Não ir para um hospício”, brinca Ramiro.

Futuro

Banda vai “sumir” para gravar novo álbum, que precisa de apoio para sair

Aproveite os últimos shows do ruído/mm. Quem avisa é a própria banda, que vai se retirar depois da apresentação do dia 23 para compor um novo disco, o quarto da carreira. “Vamos sumir o máximo que der. Espero estar mais tempo em Curitiba do que nos últimos dois anos”, diz o guitarrista André Ramiro, que mora no Rio de Janeiro. Uma dica para o novo álbum: “Talvez a alma esteja mais rocker e o elo experimental tenda a retornar”, conta. Mas há um porém. O disco foi aprovado pela Lei de Mecenato da Fundação Cultural de Curitiba. A Caixa Econômica financiou 50% do disco e a banda, agora, procura alguém para investir os outros 50%. “Sem estarmos com 100% da captação não há como iniciarmos os trabalhos, então a coisa está urgente neste momento,” avisa Ramiro.

Shows

série cinza:
92 Graus (Av. Manoel Ribas, 108), (41) 3045-0764. Dia 9, às 22 horas. R$ 15.

praia:
Ruínas de São Francisco. Dia 23 às 16 horas. Entrada franca.

Os discos estão disponíveis para download gratuito no site www.ruidopormilimetro.com"

Cenário Novo - Show ruído/mm 01/03 - Projeto Radar Imagens e Sons - TUC (por Laís Valério)


"ruído/mm na pele

Começou assim devagar e sereno com a calma de quem espera a brasa apagar, o som que entrou em mim. Ou com a curiosidade cautelosa de quem abre a cortina pra ver o que tem no sótão. Um cara tocando de olhos fechados, outro em um transe com sua guitarra, o que faz caretas em meio às baquetas. E eu ali ansiosa pra ouvir fechei os olhos em alguns momentos também. O público aparentemente estático estaria sentindo frações de ondas sonoras entrando nos seus corpos como eu? Estariam eles sentindo os ruídos reverberantes em cada milímetro de seus órgãos? De repente imagens de petit-pavé são projetadas num telão branco que deve ter ficado honrado com a dança a que foi convidado para bailar. Eu só me dei conta de que era espectadora e não improvisava junto quando algumas palmas perdidas começaram no fim da música. Ah é, pensei, eu estou num teatro, vendo um show e tem pessoas ao meu lado. Aliás, quando se trata de ruído/mm eu tenho problemas em aceitar os aplausos, calorosos ou não, que surgem logo em seguida. E isso pelo simples fato de que pra mim a música dessa banda não acaba quando acaba. Ela continua me passeando por um tempo e treme na corrente sanguínea. Após prazerosa lentidão em mim eu quis levantar e dançar o que me tocava, cada pequena parte dos instrumentos que cantavam suas vozes. Tantos detalhes nos barulhos e timbres como os muitos tons de branco que percebe um esquimó. Bem antes de nos levantarmos para deixar o teatro ou eles saírem do palco, antes do fim que não tem fim, eu já havia me rendido a esta música que encorajaria qualquer um a ser um desertor."

Aqui.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Scream & Yell - Melhores de 2012 (por Victor Almeida)


"MELHOR SHOW NACIONAL

01. Jair Naves @ Festival LAB / Maceió
02. Ruído/mm @ Coquetel Molotov / Recife
03. Macaco Bong @ Festival Maionese / Maceió
04. Bixiga 70 @ RecBeat / Recife
05. Silva @ Sónar / São Paulo"

Lista completa aqui.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Gazeta do Povo - Acordes Locais - O que vem e o que foi na música de Curitiba (por Luiz Cláudio Oliveira)


"Reproduzo aqui a coluna Acordes Locais, que é publicada às quartas, na Gazeta do Povo:

Salve, salve, salve. Voltei em plena Oficina de Música de Curitiba, que quase não saiu por problemas burocráticos da gestão passada, assim como a verba para o carnaval só saiu agora, com atraso de 4 meses, assim como não saiu no ano passado o resultado da Lei de Incentivo à Cultura. Abacaxis a descascar. Boa sorte a Marcos Cordiolli e equipe da Fundação Cultural de Curitiba.

A música curitibana vive o seu melhor momento em anos. E 2013 promete. Vou mostrar algumas coisas que vêm por aí e também conquistas de 2012.

ruído/mm: disco novo, shows e videoclipes estão entre os projetos da banda para 2013

André Ramiro, da ruído/mm, manda o seguinte recado para os fãs:

'Temos um disco novo pela frente, músicas novas e preparando a banda pra concerto em 2014. Sairão ao menos dois clipes novos este ano também, usando músicas do disco de 2011 introdução à cortina do sótão. Dois shows serão realizados no TUC em março, de graça, e provavelmente um concerto na festa do Neri [Neri Rosa, do blog mofonovo.blogspot.com, e do programa Último Volume, da Lumem FM]. Aí a banda entra em recesso pro disco. Como estou morando no Rio, vamos armar uma ou duas vezes ao mês de levarmos todos os instrumentos para uma casa de praia ou sítio e assim viver compondo.'"

Na íntegra aqui.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Trabalho Sujo - As 75 melhores músicas de 2012: 55) ruído/mm – “Índios” (por Alexandre Matias)



"A versão pós-rock instrumental que o grupo curitibano submete a triste constatação de Renato Russo ao final do segundo disco do Legião Urbana dá outra leitura ao clássico dos anos 80, que atinge níveis de grandeza, melancolia e desespero apenas cogitados em teoria nas letras do grupo de Brasília, mas nunca sonicamente falando. Até 2012."

Aqui!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Meio Desligado - Cena Independente: melhores do ano (por Marcelo Santiago)


"Ao longo do ano, no fim de cada mês, blogs representantes de cerca de 15 Estados brasileiros publicaram as edições da Cena Independente, coletânea que divulga a nova música produzida no underground brasileiro. Neste mês de Dezembro, os editores dos blogs participantes do projeto votaram nas músicas que mais gostaram dentre as enviadas em todas as edições da coletânea e o resultado você confere abaixo. Em Minas Gerais, Estado representado pelo Meio Desligado, a escolhida foi a Câmera, banda de indie rock com dois EPs no currículo e que em 2013 lançará seu primeiro álbum. Entre os escolhidos em outros Estados também marcam presença alguns dos destaques da cena indie em 2012, como os novatos Cambriana, Silva e Mahmundi, e veteranos como Macaco Bong e ruído/mm.

Faça o download da coletânea ou escute as músicas abaixo."

Aqui!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Factóide - Pessoas legais e a música de 2012 (por Gabriel Lucas/Felipe Gollnick)



"Uma das séries de posts preferidas de se fazer e publicar. É quando entramos em contatos com nossos amigos, parceiros e referências para falar sobre a música que marcou o ano na vida deles. Não necessariamente a melhor, mas “só” a mais importante.

Quem? Felipe Gollnick
Por que? Um dos autores do Defenestrando, blog com um dos nomes mais massas da região Sul e quiça do Brasil. Não bastasse isso, sacam muito de músicas e são nossos parceiros nas coletâneas Cena Independente.
Qual? ruído/mm Índios

O ruído/mm pegou o clássico da Legião Urbana, tirou os vocais, adicionou dramaticidade e a regravou com autenticidade. Com isso, a banda curitibana fez a música de Renato Russo ganhasse mais sentido para a geração mais nova, pós-Legião."

Laia na íntegra aqui.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

The Sirens Sound - ruído/mm (por Sheizaad Mog)



"The band is called ruído/mm, which could be translated as noise per millimeter – an imaginary unit created to represent what cannot be described or verbalized. This is the comparison and the approximation the group attempts to develop and achieve thought its compositions, where electric guitar FX experiments meet contemporary classical piano themes, reaching the listener in a synesthetic way.

According to Pitchfork, their tunes could be described as sort of a 'spaghetti-western space rock music'. Although this might sound weird, it gives the right idea about how far this band’s horizon (or the rabbit hole) goes. And what is most surprising about these Brazilian folks is not the range of their musical references, but how they blend them as they weren’t there at all.

Founded in 2003, in Curitiba (a very cold Brazilian town) ruído/mm is now a leading representative of the Brazilian post-rock scene. The quintet has been disseminating their noisy work through several concerts and had the scope of their music amplified by the work of journalists, bloggers and fans from inside and outside the country. Their curriculum has three critically acclaimed albums: “Série Cinza” / Grey Series (Ruído Corporation, 2004), “A Praia” / “The Beach” (Open Field Records, 2008) and “Introdução à Cortina do Sótão” / “Introduction to the Attic’s Curtain” (Sinewave, 2011)."

Here.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Alt Newspaper - Melhores músicas de 2012: ruído/mm – Índios [Legião Urbana] (por Diego Albuquerque)


"O ruído/mm (lê-se ruído por milímetro) é aquela banda instrumental de Curitiba, que todos vocês já devem conhecer pelas nossas postagens anteriores falando deles por aqui. Além disso, os caras foram os responsáveis por um dos melhores discos do ano passado Introdução à cortina do sótão, que inclusive esperávamos para 2012. Porém, nesse ano o grupo não lançou nenhum material novo. Em compensação, em junho de 2012 eles apareceram numa sessão do Popload fazendo uma versão incrível para a popular canção “Índios”, da banda brasiliense Legião Urbana.

Lógico que a versão da ruído/mm é instrumental, também é uma das melhores desconstruções (ou reconstruções) de um clássico que já ouvi. Eles conseguiram deixar o instrumental da música tão forte quanto a letra do Renato Russo - convenhamos que a letra é o que realmente tem de impressionante na canção. É foda ver que a Legião influencia diretamente bandas com um som bem distante feito por eles, o que deixa claro o quão o grupo é importante. E por ter tido o culhão de mexer em um clássico da música brasileira, deixando ele tão bom quanto, apenas diferente, eles conseguiram espaço entre as melhores músicas que ouvi neste ano cataclismático de 2012.

Vejam o vídeo abaixo, lembrando que esta faixa tem aparecido constantemente nos shows da ruído/mm (pelo menos nos que eu vi), inclusive tem a versão dela ao vivo em MP3 no bootleg do show realizado pela banda no Festival No Ar Coquetel Molotov. Músicas sem amarras, feita por músicos sem fronteiras, gera qualidade para o independente nacional, divirtam-se."

Publicado aqui.

sábado, 17 de novembro de 2012

GroundCast - Dez músicas para conhecer o post-rock (por Fábio Melo)


"ruído/mm (Brasil)

E é claro que não dei­xa­ria o Bra­sil de fora. Com o selo Sinewave pro­mo­vendo boas ban­das de post-rock, evi­dente que não fica­riam de fora os curi­ti­ba­nos do ruído/mm. Foram des­ta­que inclu­sive na revista Bravo! pelo cover que fize­ram de Índios, da Legião Urbana. O que dizer? Rock, jazz, expe­ri­men­ta­lis­mos e mui­tas outras coi­sas inclassificáveis."

Aqui.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

MTV - Qual a medida da música? A banda ruído/mm explica (por Eduardo Roberto)



"Você já ouviu uma cor? Viu um cheiro? Isso é chamado de sinestesia, a criação de uma relação entre diferentes sentidos. O ruído/mm tem no cerne da sua existência essa ideia, buscar uma música que também seja uma paisagem.

O quinteto curitibano existe desde 2003 e desde o seu primeiro disco 'Série Cinza', em 2004, tem figurado entre as mais interessantes bandas instrumentais no Brasil, especialmente no nicho que compreendemos por post-rock.

O nome da banda (lê-se "ruído por milímetro") representa uma unidade de medida imaginária, "criada para representar aquilo que não pode ser descrito/verbalizado", segundo eles próprios.

'Introdução à Cortina do Sótão' é o último disco lançado pelo grupo, em 2011, e repercutiu de forma muito positiva na mídia musical, principalmente a blogosfera. Você baixar o álbum (e também os outros da banda) no site da Sinewave.

Neste ano o ruído/mm gravou ao vivo uma linda versão para o clássico do Legião Urbana, 'Índios', que circulou com força pela internet e, mesmo sendo um cover, é um bonito exemplo do tipo de atmosfera que a banda cria, tanto ao vivo como em estúdio.

O guitarrista André Ramiro respondeu as sete perguntas básicas do MTV Instrumental. Como ele próprio diz, "Segue o baile":

Por que instrumental?
Por opção estética, dentro da estrutura dos arranjos e desconstrução da estrutura da canção. Pela natureza dos músicos da banda. Um pouco pela universalidade disso também. Além disso respeitamos até demais o papel das letras, então, até hoje, na dúvida, preferimos ficar quietos. 

Toda música instrumental é experimental?
Não. Na verdade poucas bandas instrumentais são experimentais, poucas mesmo. Experimental é realmente viver em um laboratório – testar, pensar, experimentar, digerir e muitas vezes criar algo que será entendido depois de 100 anos. Normalmente quem faz música experimental dificilmente é rotulado como instrumental. E o termo instrumental é meio complicado também, porque pensemos no seguinte: música clássica é instrumental, assim como o jazz, mas ninguém chama ambos os gêneros de música instrumental, certo?

Existe uma "cena instrumental brasileira"?
Existe há muito tempo... Hoje temos mais bandas e uma quantidade maior de gêneros dentro da música instrumental, se assim podemos dizer. Não sei ao certo, mas cavalgando conosco há diversos grupos com quem temos extrema afinidade. Um depende do outro, pois cada estado possui seu núcleo. O futuro é promissor, pois cada banda forma um público e as coisas começam a trabalhar em conjunto. No final, teremos uma grande festa.

Qual a principal diferença entre as suas gravações e os shows?
Para quem assiste uma banda como o ruído/mm, o show é uma experiência sinestésica. É muito difícil reproduzir o efeito do grupo em um disco. Há muita coisa em jogo, principalmente as guitarras, com os timbres, texturas e ruídos. Acho que ao vivo a pessoa realmente entende o nome da banda.

Qual o papel do improviso no som de vocês?
Intenso durante o ócio criativo, no momento que uma música está surgindo. Depois que fechamos, não há mais espaço. Não agora, talvez um dia até façamos algo. Não sabemos. Certo é que cada trecho, cada arranjo é estudado um milhão de vezes, testado e torcido até o último minuto, e eles são fundamentais no andamento das percepções.

O fato de não haver elemento vocal na banda traz um novo foco aos timbres da música? Como vocês lidam/pensam a questão dos timbres?
Mesmo se houvesse vocal, os timbres são importantíssimos. Se pensarmos bem, a voz é mais um elemento melódico. Se o sax falasse, ia ser algo do tipo. Os timbres te levam a viajar no tempo, abrem espaço para você perceber que o grupo está flutuando em determinado gênero musical e assim vai.

Para vocês o que é mais importante hoje: 1000 likes na fan page do Facebook ou um show para 150 pessoas?
150 pessoas por show, com certeza. Se tocarmos em 6 cidades para 150 pessoas por show, provavelmente ultrapassaremos os 1000 likes. Haha

MTV INSTRUMENTAL é uma série diária com entrevistas de bandas instrumentais brasileiras."

Veja tudo aqui!

Portal Cultura - O Cultura Viva apresenta os vários estilos da ruído/mm (por Fabrício Rocha)


"O programa traz ainda comentários dos guitarristas

O 'Cultura Viva', programa de shows da Rádio Cultura do Pará, apresenta nesta sexta-feira, 28, a banda curitibana de rock instrumental 'ruído/mm'. O show, gravado em Recife, mostra toda a criatividade e mistura de estilos trabalhados pelo grupo. Essa característica faz com que seja difícil enquadá-los em apenas um estilo.

A banda já tem 10 de estrada. A formação conta com as guitarras de André Ramiro e Ricardo Pill; Giovani Farina na bateria; Rafael Panke no baixo, e Alexandre Liblik (piano, teclado e escaleta).

Durante todo o programa, você confere os comentários dos guitarristas da banda, André Ramiro e Ricardo Pill, falando sobre a apresentação no festival, discografia, cenário musical em Curitiba. Imperdível!

Para saber mais: http://www.ruidopormilimetro.com/

O 'Cultura Viva' vai ao ar às sextas-feiras, às 20h, na Rádio Cultura, com reapresentação no domingo, às 23h."

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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Gazeta do Povo - Caderno G - ruído/mm se apresenta no Wonka


"A banda instrumental ruí­do/mm (foto) se apresenta no Wonka Bar nesta sexta-feira. O grupo, destaque entre as bandas de pós-rock brasileiras, volta a Curitiba com o show do elogiado disco Introdução à Cortina do Sótão (2011). Além das faixas do álbum, destaque entre os lançamentos nacionais do ano passado, o quinteto apresenta músicas de toda a discografia, que remonta a 2003."

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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Agência Alagoas - Linda Mascarenhas recebe grupos de música brasileira e latino-americana (por Diogo Braz)


"Encerrando a noite, vem o grupo ruído/mm (lê-se ruído por milímetro). A banda, em 2011, lançou o disco 'Introdução à Cortina do Sótão', o terceiro da discografia. O álbum esteve presente em diversas listas de melhores do ano e consolidou o grupo como um dos nomes mais interessantes da safra de bandas instrumentais brasileiras, com uma sonoridade que mistura elementos do pós-rock, punk, psicodelia, jazz e até mesmo tango."

Leia tudo aqui.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Alagoanos - Festival LAB 2012 promove novas referências musicais (por Victor Almeida)


"Encerrando a noite, vem o grupo ruído/mm (lê-se ruído por milímetro). A banda, em 2011, lançou o disco 'Introdução à Cortina do Sótão', o terceiro da discografia. O álbum esteve presente em diversas listas de melhores do ano e consolidou o grupo como um dos nomes mais interessantes da safra de bandas instrumentais brasileiras. Com uma sonoridade que mistura elementos do pós-rock, punk, psicodelia, jazz e até mesmo tango, o grupo faz sua estreia em Maceió."

Na íntegra, aqui.